Boicote aos anunciantes da Rede Globo, Band,Record e toda mídia golpista até o retorno da Democracia
sábado, 16 de janeiro de 2021
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
Bolsonaro chama William Bonner de "sem-vergonha" e ameaça a Globo
Presidente (sem partido) ainda questionou o jornalista sobre a diferença salarial entre ele e Renata Vasconcellos
Em conversa com apoiadores, nesta quinta-feira (07), Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o jornalista William Bonner .
“William Bonner, sem-vergonha, vai ter seringa pra todo mundo. William Bonner, por que teu salário foi reduzido? Porque acabou a teta do governo. Vocês têm que criticar mesmo. Quase R$ 3 bilhões por ano para a imprensa e, em grande parte, pra vocês. Acabou a grana, William Bonner”, disse Bolsonaro, fazendo referência à reportagem do "Jornal Nacional" que abordou a suspensão de compras de seringas por parte do governo federal.
Em seguida, o presidente criticou a diferença salarial entre Bonner e a co-apresentadora do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos. “E outra coisa: que vergonha, você defende tanto o salário igual de homem e mulher, né? Por que a Renata ganha a metade do que você ganha? Por que você não fala do 1 bilhão e 700 milhões de reais rou… desvi… roubados pelo seu patrão Marinho, de acordo com o doleiro Dario Messer?”, completou Bolsonaro.
Mais farpas
A crítica do presidente veio um dia após William Bonner viralizar na internet por 'imitá-lo' .
Fonte: undefined - iG @ https://gente.ig.com.br/celebridades/2021-01-07/bolsonaro-chama-william-bonner-de-sem-vergonha-e-ameaca-a-globo.html
O Bonner imitando o Bozo KKKKKKKKKK pic.twitter.com/v8n6M1Ia8c
— Álvaro | greys spoilers (@AlvaroModesto) January 6, 2021
Record é acusada de racismo por associar Beyoncé à magia negra em reportagem da Igreja Universal
Matéria foi transmitida no programa 'Fala que eu te escuto'
DO ODIA
A Record está entre os assuntos mais comentados no Twitter, nesta quarta-feira. A emissora está sendo acusada de racismo por exibir uma reportagem associando Beyoncé à magia negra. Na matéria do programa "Fala Que Eu te Escuto", o canal de televisão se propõe a explicar o que é esse tipo de magia e fala sobre uma denúncia que a cantora recebeu por supostamente ter enfeitiçado uma baterista que fazia parte da banda dela.
Nas redes sociais, muitos internautas ficaram revoltados com a reportagem. As pessoas ficaram muito indignadas com o fato de a Record ter usado imagens do filme musical "Black is King", no qual a diva pop exalta as culturas negras e africanas, pois se trata de um ato racista e de intolerância religiosa.
A reportagem fala que Beyoncé tem uma carreira sólida e com poucas polêmicas, mas uma delas assustou até os fãs. A narradora fala que a artista "teria praticado rituais de magia negra contra uma ex-integrante de sua banda. A ex-baterista de Queen B, Kimberly Thompson, levou o caso para a polícia. Denunciou Beyoncé pelos supostos atos de bruxaria. Na época, Kimberly disse que a cantora recorreu à magia negra lançando feitiços de abuso sexual contra ela"
.Em pleno 2021, a @recordtvoficial fez uma matéria insinuando que Beyoncé pratica “magia negra e bruxaria”.
— Beyoncé Access (@beyonceaccess) January 6, 2021
Enquanto falavam essas atrocidades, a emissora usou imagens de “Black Is King”, filme de Beyoncé que exalta a cultura africana! #RecordRacista pic.twitter.com/okcyDUbPx3
Negros pardos e antiracistas Boicotem a Recopia
English
TV Record is accused of racism for associating Beyoncé with black magic in report of the Universal Church DO ODIA
The Record is among the most talked about topics on Twitter, this Wednesday. The network is being accused of racism for airing a story associating Beyoncé with black magic. In the article of the program "Fala Que Eu te Escudo", the television channel proposes to explain what is this kind of magic and talks about a complaint that the singer received for allegedly bewitching a drummer who was part of her band.
On social networks, many internet users were outraged by the report. People were very outraged that Record used images from the musical film "Black is King", in which the pop diva exalts black and African cultures because it is a racist act and religious intolerance.
The report says that Beyoncé has a solid career and with few controversies, but one of them scared even the fans. The narrator says that the artist "would have practiced dark magic rituals against a former member of her band. Former Queen B drummer Kimberly Thompson took the case to the police. He denounced Beyoncé for the alleged acts of witchcraft. At the time, Kimberly said the singer resorted to black magic by casting sexual abuse spells against her"
Brown blacks and antiracistboycott scopy
segunda-feira, 4 de janeiro de 2021
Boicote aos anunciantes da Globo 01/2021
Outros anunciantes a serem boicotados
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Homem chama Globo de “lixo” durante transmissão ao vivo no Rio
O repórter Paulo Henrique falava diretamente de Búzios quando foi interrompido aos berros
Um homem sem identificação invadiu uma transmissão ao vivo da Rede Globo no telejornal “RJ1” desta quinta-feira, 17 para chamar a emissora de “lixo”. O repórter Paulo Henrique estava falando diretamente do município de Búzios. No momento, ele comunicava os serviços que estavam autorizados a funcionar diante a pandemia do novo coronavírus.
O jornalista estava informando que apenas serviços de delivery de restaurantes, supermercados e distribuidores de água estavam funcionando, pois eram considerados serviços essenciais.
Quando explicava sobre a solicitação da Defensoria Pública para a Justiça em razão do aumento de casos da doença, um homem com máscara preta surgiu dando gritos nas costas do jornalista. “Rede Globo lixo! Vocês fazem parte desse sistema que quer acabar com o Brasil”, disse ele aos berros.
INVADIRAM LINK AO VIVO GRITANDO REDE GLOBO LIXO NO RJ1 pic.twitter.com/yTp3k3lO2X
— b.★ (@sigabianco) December 17, 2020
Justiça bloqueia bens dos bolsonaristas donos da RedeTV! para saldar dívida de R$ 137.000.000,00

Da coluna de Rogério Gentili no UOL:
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos bens pessoais dos empresários Almicare Dallevo Júnior e Marcelo de Carvalho, sócios da RedeTV!
A decisão foi tomada pela juíza Maria Rita Rebello Pinho Dias, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, em um processo em que a emissora é cobrada por uma dívida estimada em R$ 137,8 milhões.
O processo foi movido pela massa falida da Petroforte Brasileiro de Petróleo, empresa que chegou a ser a terceira maior distribuidora de combustíveis do país e tem origem em empréstimos obtidos pela emissora junto ao Banco Rural. Posteriormente, o crédito foi comprado do banco por uma das empresas do grupo Petroforte, que faliu. Agora, a massa falida cobra a dívida da RedeTV!.
Inicialmente a Justiça havia determinado a penhora de cotas do capital da RedeTV!, mas a massa falida recorreu alegando que elas não devem ser suficientes para a quitação do débito. Por conta disso, a juíza determinou o bloqueio dos bens pessoais dos empresários até que um perito avalie o valor das cotas.
(…)
DO DCM
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Mídia-lixo abafa denúncias de suspeição do Moro e dos ministros do STF

O silêncio oficial do STF a respeito da bombástica entrevista de Walter Delgatti Neto [20/12] à emissora CNN é comprometedor, para dizer o mínimo.
Seria esperável, pelo menos, que o presidente do STF, a sua Excelência “In Fux we trust” – ele mesmo, um dos citados na denúncia – emitisse uma nota indignada, de repúdio. Afinal, 3 dos 11 integrantes da mais alta Corte judicial do país foram colocados em suspeição.
Mas nem isso fizeram; optaram pela estratégia do silêncio. Talvez na crença de que, com sua mídia engajada, o escândalo será magicamente transformado num não-acontecimento.
Não menos escandaloso é o pacto tácito da imprensa lavajatista para “amplificar o silêncio” e ocultar a denúncia, como se ela nunca tivesse existido. Até agora, nenhum órgão da mídia-lixo repercutiu a entrevista.
Há, também, o absoluto silêncio dos senadores da República, aqueles a quem a Constituição confiou a atribuição de processar e julgar ministros do STF nos crimes de responsabilidade [CF, Art. 52].
Diante das denúncias que não foram sequer esclarecidas e, pior, que não foram categoricamente desmentidas pelos citados, o Senado teria o dever de convocar os ministros do STF e oferecer a eles a oportunidade de esclarecerem as graves acusações. Mas, porém, nada fez. Nem um discurso pra plateia.
A promiscuidade de criminosos da Lava Jato [procuradores e juízes] com ministros do STF foi denunciada desde as primeiras revelações do Intercept, no 1º semestre de 2019 – aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Em diálogos via aplicativo Telegram, os delinquentes do bando de Curitiba comemoravam seus “troféus” no STF: “Aha! Uhu!, o Fachin é nosso!”, “In Fux we trust!” e “1 Barroso vale por 100PGRs!”.
Na entrevista à CNN, entretanto, Delgatti acrescentou fatos novos. Ele revelou, por exemplo, que Luís Roberto Barroso era mais que um simples anfitrião de jantares para Dallagnol e quejandos; ele também atuava na estratégia processual de perseguição ao Lula: “O Barroso, eles [Barroso e Dallagnol] tinham um laço bem próximo. […] Inclusive o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer um procurador”.
Esta gravíssima denúncia da atuação suspeita e parcial nunca foi desmentida de modo convincente pelos ministros citados, que se comportam como se fossem seres superiores; como se estivessem acima de qualquer suspeita ou, talvez, como se estivessem fora do alcance das Leis e da Constituição – o que só é real no regime de Exceção vigente no país.
Em países com o mínimo de decência, legalidade e democracia, ministros da mais alta Corte citados por envolvimento em fatos criminosos como os denunciados por Delgatti teriam a obrigação de rechaçar categoricamente as denúncias e, ainda, instaurar processo criminal contra eventual caluniador de integrantes da instância máxima do judiciário.
Qual país cujas instituições funcionam normalmente toleraria em silêncio a acusação de que 3 dos 11 juízes da sua Suprema Corte estão envolvidos com o mais inescrupuloso esquema de corrupção do sistema de justiça que se tem notícia no mundo contemporâneo?
No Brasil, contudo, com o auxílio da sua mídia-lixo, e no contexto do regime de Exceção, a oligarquia abafa esta gravíssima denúncia sobre a suspeição do Moro e dos ministros do STF.
Moro e Dallagnol lideraram o maior empreendimento criminoso a serviço da potência imperial do Norte hemisférico. Eles corromperam o sistema de justiça, destruíram a soberania e a economia nacional e arruinaram a vida de milhões de trabalhadores jogados no desespero do desemprego.
Moro e Dallagnol deveriam estar na prisão há muito tempo; só não foram processados, condenados e presos porque são protegidos pela engrenagem jurídico-midiática-parlamentar-militar que conspirou e perpetrou o golpe.
Nesta empreitada criminosa, os delinquentes do bando de Curitiba foram respaldados no judiciário por desembargadores do TRF4 e por ministros do STJ e do STF.
É chegada a hora de examinar esta realidade à luz do dia para se responsabilizar os culpados e libertar os inocentes.
O primeiro e indispensável passo nesta direção é o julgamento da suspeição do Moro pelo STF, a apuração das denúncias contra Fachin, Fux e Barroso e a restituição dos direitos civis e políticos do ex-presidente Lula.
Enquanto isso não acontecer, o processo de restauração do Estado de Direito e da democracia não será iniciado e o país continuará sob uma ditadura judicial de recorte fascista-militar.
DO 247
MP vê movimentação suspeita de R$6.000.000.000,00 pela Universal da Record, onde Crivella é bispo
Segundo o Ministério Público, igreja de Edir Macedo teria sido usada para lavar dinheiro em conexão com esquema de corrupção na prefeitura do Rio
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) identificou movimentações atípicas realizadas pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) que totalizam quase R$ 6 bilhões. Para o MP, a igreja do bispo Edir Macedo foi usada para lavar dinheiro desviado no esquema de corrupção da Prefeitura do Rio.
A informação consta de um documento enviado à Justiça pelo subprocurador-geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do MPE-RJ, Ricardo Ribeiro Martins, foi revelado pela TV Globo. Na petição, a Iurd é citada por ter chamado a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após movimentar R$ 5.902.134.822 entre o dia 5 de maio de 2018 e 30 de abril de 2019.
As apurações do MP do Rio fazem parte da Operação Hades, que investiga um suposto ‘QG da Propina’ na administração da capital fluminense que seria comandado pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Ele também é bispo da Igreja Universal e sobrinho de Macedo.
As investigações contra a igreja de Edir Macedo, que também é dono da TV Record, foram destaque no Jornal nacional na noite do último sábado (12) e no portal G1 durante este domingo (13). O caso também gerou repercussão nas redes sociais e o termo “Igreja Universal” foi parar entre os assuntos em alta do Twitter.
Receita Federal acusa Globo de 'associação criminosa' com artistas
Em um novo capítulo de uma ofensiva contra 43 artistas que mantiveram vínculos como PJ (pessoa jurídica) com a Globo nos últimos anos, a Receita Federal começou a disparar as primeiras autuações fiscais contra atores e atrizes que pertencem ao alto escalão da emissora. Nos documentos, o órgão do governo federal aponta um suposto conluio entre os artistas e insinua existir uma "associação criminosa" nos acordos.
Até o momento, 12 autuações foram disparadas. Em audiências, a Receita informou que as multas serão encaminhadas de maneira faseada e que todos os 43 artistas serão notificados. A Globo é apontada "como solidariamente responsável pelo pagamento da autuação", o que significa que a cobrança pode ser feita para os artistas ou para a empresa.
"A primeira autuação é composta de 65 páginas escritas pelo fisco a fim de imputar a prática de crime contra a ordem tributária praticado pela emissora em conluio com o ator, o que não faz o menor sentido", ressalta ao Notícias da TV o advogado tributarista Leonardo Antonelli.
É ele quem representa os contratados da emissora nessa disputa que visa condenar a "pejotização", relação de trabalho que o próprio órgão do governo federal reconhece como "comum". Pela lei brasileira, "os serviços intelectuais, de natureza artística ou cultural, em caráter personalíssimo, sujeitam-se ao regime de tributação de pessoas jurídicas".
A defesa dos artistas entrou com um recurso administrativo na própria Receita Federal. Durante esse processo, não existe a necessidade do pagamento das multas aplicadas. Em alguns casos, os valores ultrapassam R$ 10 milhões.
"Depois de encerrada a via administrativa, o contribuinte pode ingressar em juízo. Como as decisões da Receita são contrárias, estamos ingressando paralelamente em juízo e confiantes de que o Poder Judiciário irá, ao final, reconhecer que essa diferença não é devida e que o uso de pessoa jurídica (pejotização) está previsto em lei e é lícito", explica o tributarista.
O advogado diz que um dos atores autuados embolsou a quantia de R$ 1 milhão da Globo em 2016, por participação em uma novela, programas da emissora e direitos conexos, que são os valores recebidos por obras audiovisuais reprisadas ou exibidas no exterior.
"À época, ele ofereceu todo esse R$ 1 milhão à tributação da sua pessoa jurídica, recolhendo 20% (à título de Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Contribuição Social Sobre o Lucro, PIS, Cofins e Imposto Sobre Serviço). Ou seja, pagou R$ 200 mil de tributos e distribuiu para si a diferença (R$ 800 mil) de lucros", diz o tributarista.
Na autuação, a Receita Federal aplicou uma cobrança de R$ 275 mil, que representa 27,5% de Imposto de Renda sobre o total de seus rendimentos. Ainda foi acrescida uma multa de 150% em cima desse valor e uma atualização monetária do imposto pela Selic, que no período corresponde a um acréscimo de 44%.
"Conclusão: o ator recebeu uma cobrança de R$ 808,5 mil (imposto + multa + juros). Considerando que ele já havia pago na sua pessoa jurídica R$ 200 mil de tributos sobre as suas receitas, verifica-se que ele está sendo cobrado hoje um valor global (tributário) maior do que o recebido: R$ 1.008.500,00", enumera Leonardo Antonelli.
A defesa mantém sob sigilo os nomes de quem já recebeu as notificações de pagamento, mas na lista de investigados estão celebridades como Deborah Secco, Reynaldo Gianecchini, Malvino Salvador e Maria Fernanda Cândido.
CESAR ALVES/TV GLOBO

Malvino Salvador está na lista de investigados
Guerra da Receita contra a Globo
A Receita Federal é um órgão ligado ao governo de Jair Bolsonaro. O presidente já manifestou diversas vezes a sua insatisfação com a Globo e seus profissionais, acusando a emissora de mentiras e até ameaçando não renovar a concessão da líder de audiência.
Em janeiro, a coluna Radar, da revista Veja, trouxe à tona as investigações do fisco. Apesar de outras grandes emissoras, como SBT, Record, Band e RedeTV!, terem parte de seus artistas, executivos e jornalistas contratados como PJ, não há informações de que os profissionais dessas empresas também tenham recebido notificações.
Nas autuações enviadas aos artistas da Globo, a Receita afirma que há um conluio "propositado e previamente planejado para fim da prática de uma ilicitude". Insinua existir uma associação criminosa constituída para "lesar toda a sociedade", concluindo que a pejotização "precariza as relações de trabalho e humanas, degrada o ambiente laboral, enfraquece direitos trabalhistas e a própria dignidade da pessoa humana".
A Receita encaminhou as investigações ao Ministério Público Federal, sob a alegação de crimes contra a ordem financeira. "Não bastasse o artista ser obrigado a devolver mais do que recebeu nos últimos cinco anos, ainda poderá ser processado criminalmente e quiçá condenado à prisão. Parece uma novela mexicana de ficção", lamenta Antonelli, que classifica a ação como um exemplo de "insegurança jurídica" do país.
"Os atores não são hipossuficientes [pessoa que não tem condições financeiras para se sustentar]. Eles não estão sofrendo uma 'precarização dos seus direitos trabalhistas', muito menos uma violação da sua 'dignidade humana'. Não me parece crível imaginar que a Globo teria se associado a atores para planejar a prática de uma fraude fiscal, conforme insinua a Receita Federal", defende o tributarista.
A Globo, que nos últimos anos passou a substituir contratos de jornalistas, executivos e apresentadores de PJ para CLT, alega que os seus contratos são legais.
"Todas as formas de contratação praticadas pela Globo estão dentro da lei, e todos os impostos incidentes são pagos regularmente. Assim como qualquer empresa, a Globo e as empresas que lhe prestam serviços são passíveis de fiscalizações, tendo garantido por lei também o direito de questionar, em sua defesa, possíveis cobranças indevidas do fisco", sustenta a emissora, em nota.
Procurada, a Receita Federal não se manifestou. Em agosto, o órgão explicou à reportagem que fiscaliza a chamada "pejotização" em inúmeros setores econômicos, mas que não poderia detalhar as ações em razão do sigilo fiscal.
PJ x carteira assinada
Para ter um vínculo como PJ, o profissional abre uma empresa em seu nome, e essa passa a prestar serviço para a contratante. Ao contrário do regime com carteira assinada, esse modelo não dá direito a benefícios como férias remuneradas, 13º salário, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), seguro do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e seguro-desemprego.
No caso de artistas e alguns jornalistas, a vantagem de ser contratado como uma "empresa" é a possibilidade de vincular ao contrato ganhos com publicidade e merchandising, que são devidamente declarados.
"Alguns faturam muito mais com a publicidade nas suas redes sociais do que na própria Globo, principalmente aqueles com milhões de seguidores, que criam os próprios canais, atraindo mais audiência do que certos programas de TV", alega o advogado dos artistas.
A pessoa física é taxada em até 27,5% do Imposto de Renda, além do INSS. E a jurídica recolhe, ao todo, de 6% a 16%, dependendo da atividade e do faturamento. O advogado tributarista destaca que, apesar da taxação sobre a renda ser inferior, o contratado como PJ não tem os benefícios trabalhistas e ainda arca com outros impostos empresariais para a União, que já foram pagos ao longo dos anos.



























