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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O viaduto que cedeu é o grande legado de Doria para SP — que nunca lhe será cobrado pela mídia.E se fosse Haddad?





Joao Doria e Bruno COvas O viaduto que cedeu é o grande legado de Doria para SP — que nunca lhe será cobrado pela mídia.E se fosse Haddad?
“Cidade linda”. Pois é

No táxi para casa, vindo do aeroporto de Guarulhos, o motorista comenta sobre o novo inferno em sua vida.
“Um viaduto quase caiu na Marginal Pinheiros. Finalmente o Doria deixou uma obra em São Paulo”, contou.
Em dois anos, o “gestor” legou aos paulistanos, no mundo virtual, milhares de horas de factoides em redes sociais.
No real, fantasias variadas e um viaduto quebrado ao meio, fruto, entre outras coisas, de incompetência e descaso.
Cabe mais uma vez a pergunta retórica: e se fosse o Haddad?
Certamente seria pau todo dia nos jornais.
Como não é, segue uma cobertura mandrake sobre o que Bruno Covas, o playboy viajante que substituiu “João Trabalhador” (deus do céu, o que foi essa marquetolagem?), está fazendo “para tentar minimizar o impacto no já carregado trânsito”, segundo a Folha.
A questão é o que Bruno e o antecessor não fizeram.
O gasto deste ano para a manutenção e recuperação de pontes e viadutos representa 5,37% da previsão de investimento.
Foram R$ 2,4 milhões dos R$ 44,7 milhões previstos no Orçamento.
A gestão Doria, por sua vez, liquidou R$ 1,5 milhão de um total de R$ 5 milhões previstos no Orçamento no início de 2017.
Cinco carros que passavam pelo local na hora do incidente, na madrugada de quinta, caíram de uma altura de quase 2 metros.
Foi pura sorte ter ocorrido nesse horário e não ter morrido ninguém.
O azar é de quem vive em São Paulo, entregue a picaretas e aventureiros protegidos pela mídia.
Um deles, governador eleito, ainda sairá para presidente da República, tendo para mostrar um saco vazio de maldades cometidas contra seus eleitores.



O viaduto na Marginal Pinheiros que cedeu
O viaduto na Marginal Pinheiros que cedeu

DO DCM

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Boulos: TV que interrompeu programação para mostrar patos na Paulista quase não deu cobertura ao Levante das Mulheres


Em 2016, a TV interrompeu jogo de futebol para mostrar os manifestantes de verde e amarelo na Paulista. Ontem, teve até reprises, mas quase não teve cobertura dos atos gigantes do #EleNão. Democratizar a comunicação é enfrentar esse tipo de partidarização da mídia brasileira. Guilherme Boulos, candidato do Psol ao Planalto, no twitter
Boulos: TV que interrompeu programação para mostrar patos na Paulista quase não deu cobertura ao Levante das Mulheres  #elenao


O Levante das Mulheres brasileiras foi organizado numa página do Facebook, com mais de dois milhões de integrantes.
Sem flashes na programação da TV Globo — que em 2016, a título de noticiar, promovia os encontros da “família brasileira” em Copacabana e na avenida Paulista –, elas conseguiram arrastar multidões em dezenas de cidades brasileiras e do mundo (veja um resumo de imagens no vídeo acima).
Foi a reconquista das ruas por uma pauta progressista e multipartidária — em defesa da democracia, contra o feminicídio, o machismo, a misoginia, a violência e a tortura incorporadas à candidatura neofascista de Jair Bolsonaro.
Foi a maior manifestação da história do feminismo brasileiro, com o potencial de influir no resultado do primeiro turno das eleições de 2018.
José Roberto de Toledo, na Piauí, notou que um candidato que se organizou nas redes sociais, quase sem tempo na propaganda eleitoral da TV, teve sua resposta no mesmo campo.
De certa forma, ficou enfatizada não só a perda de importância da TV, mas exposta a falsa equivalência que é típica das coberturas supostamente neutras:

O resultado dessa omissão e falta de contextualização é que coisas diferentes são tratadas como iguais. Uma manifestação de dezenas, no máximo centenas de pessoas em um lugar é apresentada da mesma maneira e com a mesma magnitude que dezenas de milhares de mulheres em dúzias de cidades. Na tela da tevê, o ato solitário pró-Bolsonaro em Copacabana foi equivalente à maior manifestação popular capitaneada por mulheres na história do Brasil. Felizmente, a internet provê o que a tevê omite.

DO viomundo

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Governo corta verbas no SUS, educação e segurança para viabilizar desconto no diesel, mas mantém as verbas gordas de publicidade para mídia amiga

Corte pro Povo e aumento  para midia amiga Governo corta verbas no SUS, educação e segurança para viabilizar desconto no diesel, mas mantém as verbas gordas de publicidade para mídia amiga
No total, foram extintas despesas que somam R$ 1,2 bilhão e envolvem áreas como a concessão de bolsas, a aquisição de áreas para a reforma agrária e o policiamento de rodovia
Diário Oficial da União (DOU), na edição extra desta quinta-feira (31), traz medida provisória que estabelece o cancelamento dotações orçamentárias em diversas áreas, como programas de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), concessão de bolsas, aquisição de áreas para a reforma agrária e policiamento de rodovias, entre outras.
No total, foram extintas despesas que somam R$ 1,2 bilhão. A meta é viabilizar recursos para o programa de subsídio do óleo diesel, que manterá preços fixos do combustível até o fim do ano.
O governo também vai usar recursos de reservas de contingência que não estavam sendo usadas porque extrapolam e emenda do teto dos gastos, no valor de R$ 6,2 bilhões, bem como uma outra reserva de capitalização de empresas públicas: R$ 2,1 bilhões.
Além disso, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, anunciou a sanção do projeto de reoneração da folha de pagamento para 39 setores da economia, que vai gerar economia de R$ 830 milhões, além da redução e eliminação de incentivos fiscais para exportadores e indústrias química e de refrigerantes, somando outros R$ 3,18 bilhões. No total, o governo espera arrecadar R$ 13,5 bilhões para viabilizar o desconto no diesel.
Corte nos ministérios
Segundo o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Gleisson Cardoso Rubin, o corte orçamentário foi pulverizado entre praticamente todas as pastas federais e se deu sobre despesas que já estavam bloqueadas.
“Esse cancelamento vai se dar na parcela dos recursos que estavam contingenciados [bloqueados], de modo que nós não teremos de solicitar devolução de recursos que já haviam sido destinados. Naturalmente, reduz o espaço de ampliação das dotações que estão consignadas atualmente”, explicou.
Reoneração
No caso do projeto de reoneração sobre a folha de pagamento, o governo vetou outros 11 setores que haviam sido excluídos do projeto aprovado pelo Senado na terça-feira (29). Com isso, permanecem beneficiados pelo incentivo fiscal do governo, até 2020, 17 segmentos.
“[Permanecem] setores que desde o início o governo decidiu que deveriam ser mantidos [na desoneração] e aqueles que estavam na medida original, setores calçadistas, têxteis, de confecção e tecnologia da informação. A retirada foi daqueles novos que haviam sido incluídos nesse processo legislativo. A intenção era eliminar e não acrescentar novos setores, preservando os setores iniciais desse programa”, explicou Jorge Rachid ao detalhar os critérios dos vetos do presidente Temer sobre áreas que o Congresso Nacional havia mantido no programa de desoneração.
O Projeto de Lei 8.456/17  trata da redução das renúncias fiscais sobre folhas de pagamento, prevendo o fim da desoneração de determinados setores da economia. A intenção é, com a chamada reoneração, aumentar a arrecadação do governo.
Veja a lista de setores que vão continuar se beneficiando com a desoneração da folha:
1) calçados
2) call center
3) comunicação
4) confecção/vestuário
5) construção civil
6) empresas de construção e obras de infraestrutura
7) couro
8) fabricação de veículos e carroçarias
9) máquinas e equipamentos
10) proteína animal
11) têxtil
12) tecnologia da informação
13) TIC tecnologia de comunicação)
14) projeto de circuitos integrados
15) transporte metroferroviário de passageiros
16) transporte rodoviário coletivo
17) transporte rodoviário de cargas.
Da UOL JP

sábado, 28 de abril de 2018

Globo recebe R$ 36,1 milhões ,Record 12.335.925,76 de Temer dos R$ 110 milhões com propaganda da reforma da Previdência dinheiro público que Daria para pagar 115 mil aposentados ou para construir 78 unidades de pronto-atendimento de saúde ou31 escolas

Daria para pagar 115 mil aposentados com o benefício mínimo da Previdência, ou para construir 78 unidades de pronto-atendimento de saúde, ou, ainda, erguer 31 escolas. Essas são algumas das destinações que poderiam ter tido os R$ 110 milhões que o governo Michel Temer gastou com propaganda da reforma da Previdência, cuja votação naufragou na Câmara devido à falta de votos para aprovar a proposta de emenda à Constituição. O dinheiro foi gasto entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018.
Os dados foram obtidos pelo Congresso em Foco por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Um terço de todo o montante foi direcionado à TV Globo. Foram R$ 36,1 milhões por meio do CNPJ da matriz e de quatro filiais. Para a rádio e a TV Record foram pagos R$ 12,3 milhões. O SBT ficou com R$ 9,9 milhões. Rádio e TV Band (incluindo filiais em Campinas e na Bahia), por sua vez, receberam R$ 1,9 milhão. Juntas, as quatro emissoras ficaram com R$ 60,3 milhões, ou seja, 90% dos R$ 66,9 milhões destinados a todas as TVs.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) afirma que escolheu veículos conforme a Instrução Normativa Secom nº 7, de 19 de dezembro 2014. As normas são diferentes para cada tipo de mídia, estabelecendo a utilização de pesquisas de audiência para definir quais emissoras e programas veicularão a propaganda na TV.
Para as emissoras de rádio, caso não haja pesquisa de audiência, o requisito é o cadastro de veículos da Secom, o Midiacad. O cadastro e a cobertura geográfica são requisitos para mídias externas (ao ar livre). Já para veículos online, os critérios são as pesquisas de audiência, perfil do público e segmento editorial. O Congresso em Foco recebeu, ao todo, R$ 24.457,03, divididos em três pagamentos em julho, setembro e dezembro de 2017.
Veja, nos gráficos abaixo, como o dinheiro foi distribuído.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Temer tira R$ 209 milhões de programas sociais para financiar propaganda na Globo, Record, Band, Veja, Jovem pan, Estadão,Istoé e outras para bajular ele e atacar adversários

GGN apurou para onde o Planalto levou as quantias de programas sociais: mais de 80% será para publicidade do governo
 
Temer tira R$ 209 milhões de programas sociais para financiar propaganda na Globo, Record, Band, Veja, Jovem pan, Estadão,Istoé e outras para bajular ele e atacar adversários
Foto: Adriano Machado
 
Jornal GGN - Com os meses se aproximando das eleições, o governo de Michel Temer investiu R$ 209 milhões que estavam destinados ao combate à violência contra a mulher e à reforma agrária, além de outros sete programas mais, para, em troca, financiar a Comunicação da Presidência. O GGN detalha os números.
 
A informação foi revelada pelo PSOL, que a partir dos dados do Planejamento, descobriu a "realocação" do montante para a pasta da Secretaria de Comunicação, a Secom.
 
Nas redes sociais, o PSOL na Câmara divulgou a informação: "O Partido Socialismo e Liberdade analisando documentação do Planejamento descobriu a portaria 75. Imaginem que essa portaria vai remanejar recursos do Orçamento para a propaganda institucional do governo. São 208 milhões de reais", disse indignado o líder do partido na Casa, Ivan Valente.
 
O deputado esclareceu, em coletiva de imprensa, ao lados dos parlamentares Chico Alencar (RJ) e Luiza Erundina (SP): "E nós estamos indicando em nossos estudos estão mostrando que R$ 30 milhões sairam do Sistema Unico de Saúde, R$ 25 milhões sairam da política para mulheres, R$ 50 milhões sairam do programa de reforma agrária, do Incra, e R$ 137 milhões, pelo menos, para a Aviação e Transporte, que neste momento tem a função de gerar emprego e renda", detalhou Ivan.
 
GGN apurou junto à Portaria, confirmando que R$ 40 milhões sairiam do SUS, mas retornariam com a mesma quantia. Já Políticas para as Mulheres, com a Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência, foi retirado um aporte de R$ 21.727.556:
 
O GGN apurou junto à Portaria, confirmando que R$ 40 milhões sairiam do SUS, mas retornariam com a mesma quantia. Já Políticas para as Mulheres, com a Promoção da Igualdade e Enfrentamento à Violência, foi retirado um aporte de R$ 21.727.556:
Adicionar legenda
 
A reforma agrária sofreu o dobro do impacto, com o cancelamento pelo governo Temer das remessas que seriam de R$ 55.257.143, além de R$ 1.525.571 destinados, originalmente, à Agricultura Familiar.
 
A reforma agrária sofreu o dobro do impacto, com o cancelamento pelo governo Temer das remessas que seriam de R$ 55.257.143, além de R$ 1.525.571 destinados, originalmente, à Agricultura Familiar.
 
Outras pastas e programas foram diretamente afetados. O GGN fez os cálculos com a lista do quanto foi retirado dos demais programas:
 
Pesca e AquiculturaR$ 4.000.000
Desenvolvimento e Promoção do TurismoR$ 2.500.000
Aviação Civil R$ 11.076.108
Programa de Gestão e Manutenção do Ministério
dos Transportes, Portos e Aviação Civil
R$ 9.083.506
Transporte AquaviárioR$ 38.471.375
Transporte TerrestreR$ 79.070.544
 
Em contrapartida, de toda essa retirada de recursos destinados a políticas para as mulheres, reforma agrária, turismo e transportes e aviação, quase R$ 210 milhões foram redirecionados ao que o governo denominou de "Democracia e Aperfeiçoamento da Gestão Pública".
 
Na prática, afora R$ 58.761 destinados a Capacitação de Agentes para o Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal, a "publicidade de utilidade pública" e a "comunicação institucional" receberam 208.953.042 reais.
 
Isso é mais de 80% de todos os cortes realizados na lista anterior, incluindo os voltados a políticas sociais e reforma agrária. 
 
Os outros 20% dos milhões remanejados ficaram por conta, segundo esta portaria do governo, do Desenvolvimento Regional e Territorial, com R$ 500 mil (ou 0,2% do total que Temer quer usar para a publicidade institucional), Esporte, Cidadania e Desenvolvimento, com outros R$ 500 mil, e R$ 7.700.000 para Agropecuária Sustentável (que equivale a 3,6% para a propaganda).
 
Os outros 20% dos milhões remanejados ficaram por conta, segundo esta portaria do governo, do Desenvolvimento Regional e Territorial, com R$ 500 mil (ou 0,2% do total que Temer quer usar para a publicidade institucional), Esporte, Cidadania e Desenvolvimento, com outros R$ 500 mil, e R$ 7.700.000 para Agropecuária Sustentável (que equivale a 3,6% para a propaganda).
 
Em resposta ao Painel da Folha desta quarta-feira (18), que também repercutiu o caso, a pasta disse que se tratava de "uma recomposição" e admitiu que se tratava de publicidade eleitoral, dizendo que "o investimento em propaganda respeitará a lei eleitoral, que limita o volume dos gastos".
 
"Não podemos concordar com isso, é uma medida ilegal, inclusive fazer propaganda governamental para induzir o candidato do Planalto e do MDB e, mais do que isso, nós vamos entrar com uma ação popular imediatamente para sustar esta portaria", apontou Ivan Valente.
 
Além da ação popular, os deputados irão encaminhar uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR), para que atue sobre a ilegalidade, e junto ao Tribunal de Contas da União, também para avaliar irregularidades. Dentro do Congresso, o PSOL quer convocar o ministro do Planejamento de Temer na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. "É um remanejamento criminoso para a autopromoção e propaganda", resumiu o parlamentar.
 DO CGN
 
Disponibilizamos, abaixo, a íntegra da Portaria do Ministério do Planejamento nº 75, editada pelo governo federal na semana passada:
 

sábado, 1 de outubro de 2016

Trem da alegria 2: Para Temer falta dinheiro para aposentadorias, mas sobra Verba pública para revista Época cresce 900%, para Jornal O Globo, 230%


PIG Globo midia golpista

Por Miguel do Rosário do Cafezinho
Realmente, o discurso de austeridade fiscal do governo vale apenas quando se trata de cortar investimentos em educação, saúde e aposentadoria do pobre; não para as mamatas da Globo, Folha, Estadão e Abril, os quatro cavaleiros do golpe.
O trem da alegria começou a rodar a todo vapor!
Os pixulecos federais para os apoiadores do golpe estão brotando como maná dos céus!
Ao mesmo tempo em que a arrecadação fiscal do governo sofre uma das maiores quedas em décadas, os repasses federais para a Editora Globo, que edita a revista Época, dispararam 586%, na comparação de janeiro/agosto de 2016 com o ano inteiro de 2015.
Na média mensal, o crescimento foi de mais de 900%.
Os repasses ao Infoglobo, responsável pelo jornal O Globo, cresceram 120% este ano; na média mensal, o crescimento foi de 230%.
Após o sucesso do post anterior, o Cafezinho fez um outro estudo estatístico com os números da Secom para publicidade federal. (Qualquer pode fazê-lo, basta acessar este link).
No post anterior, usamos o período de 4 meses, de maio a agosto de 2016, para checar o comportamento do governo já sob o comando de Michel Temer, comparando-o com o mesmo período de 2015.
Uma novidade desse post é que a gente agora discriminou os repasses para as diferentes empresas dos grupos Globo e Folha.
Desta vez, eu peguei os oito primeiros meses de 2016, e os comparei aos 12 meses de 2015.  Dei uma colher de chá para a mídia.
Observe que são períodos diferentes: 12 meses de 2015 contra 8 meses de 2016; e mesmo assim encontramos um crescimento indecente no repasse federal a alguns meios de comunicação.
A editora Caras, uma espécie de laranja da Abril, recebeu R$ 1,55 milhão da Secom nos oito primeiros meses de 2016, um crescimento de 2.473% sobre os valores recebidos no ano inteiro de 2015.
Poderia-se alegar que isso se dá pelo fato da Caras ter herdado algumas revistas da Abril. Não. Isso não tem sentido, porque os títulos que a Abril repassou à Caras são decadentes, fracos, com pouca representatividade. E além do mais, os repasses para a Abril também cresceram vertiginosamente nos últimos meses, com sua média mensal disparando quase 50%.
Os donos da Abril, a família Civita, são também sócios da Caras.
Reitere-se que estamos comparando períodos diferentes.  Se formos considerar a média mensal dos repasses à Caras, o aumento seria muito maior, de 3.760%!
O aumento do desemprego, que já atinge 12 milhões de pessoas, não tem impedido o governo de retribuir os amigos da mídia pelo apoio que deram às conspirações que levaram ao golpe.
A TV Globo deve ser premiada mais para o fim do ano. Mas a Editora Globo, que edita a revista Época e o Infoglobo, que edita o jornal O Globo, já estão sendo regiamente pagos pelo apoio à derrubada da presidenta Dilma Rousseff.
Os recursos apenas para a Folha (sem contar o UOL) cresceram 20% este ano, na comparação de jan/ago de 2016 com todo o ano de 2015. Na média mensal, o aumento foi de 80%.
Somando Folha e UOL, a média mensal dos repasses federais cresceu 41% este ano.
O Yahoo!, que emprega blogueiros de ultra-direita, como Claudio Tognoli, também recebeu repasses federais recordes, de R$ 690,5 mil em jan/ago de 2016, um aumento de 24% sobre todo o ano de 2015. Na média mensal, um aumento de quase 90%.

Temer dar dinheiro para Globo

Abaixo, a tabela indexada por ordem de valor, com os principais recebedores da Secom nos últimos 2 anos.
Eu incluí uma coluna de média mensal, para corrigir a distorção da diferença dos períodos. Repare que os líderes do golpe são os que experimentaram maior crescimento da publicidade federal: Abril/Caras, Globo, Folha, Estadão, RBS.
Golpista Michel Temer dinheiro para imprensa atacar o PT